AS PLANTAS CONQUISTAM A TERRA FIRME

As plantas conquistam a terra firme

 

Biodiversidade do reino das plantas

 

Você pode imaginar um mundo sem plantas? Nada de árvores, batata, arroz, ou qualquer outro vegetal. Apenas rochas nuas, imensos desertos áridos, as vastidões geladas das regiões polares e no oceano?

No entanto, era mais ou menos essa a situação de nosso planeta por volta de uns 400 milhões de anos atrás.

As primeiras plantas evoluíram de algas verdes primitivas que viviam no mar ao litoral e apresentavam adaptações à vida na terra. Dentre essas adaptações estavam os rizóides (do grego rhíza;= raiz; oeidés = semelhante) – ganchos ou fios finos que permitiam a fixação do organismo a um suporte, por exemplo, o solo -, os caulóides – adaptação do talo, que lembra a forma de um caule – e os filóides – partes alargadas semelhantes a folhas.

Rizóides, caulóides e filóides são estruturas que algumas plantas simples de hoje em dia ainda possuem. A maioria, porém, desenvolveu órgãos altamente especializados: as raízes, o caule e as folhas. As plantas mais desenvolvidas possuem ainda órgãos reprodutores diferenciados, que são a flor, a semente e o fruto.

Conforme a forma e a estrutura dos órgãos, diferentes espécies povoaram diferentes locais.

Atualmente existem 300 mil espécies de vegetais diferentes. Dentre elas há desde pequenas ervas como a salsa e a cebolinha, até arvores com mais de100 metros, de altura, como a sequoia, arbustos, como as roseiras, trepadeiras, como o maracujazeiro.

Classificação das plantas

O reino das plantas costuma ser divididos em dois grandes grupos; o das plantas criptógamas e o das espermatófitas ou fanerógamas.

As criptógamas, além de não terem sementes, também não possuem flores, e seus órgãos reprodutores dessas plantas são ocultos, ou seja, pouco evidentes. Nesse grupo, estão incluídas as briófitas e as pteridófitas.

Briófitas são plantas muitas pequenas e simples que crescem em locais úmidos e com pouca luminosidade. Entre as briófitas, encontram os musgos e as hepáticas.

 

Outro critério de classificação das briófitas é a presença ou ausência de um sistema de canais ou vasos condutores para o transporte de água e nutrientes. Por isso elas são denominadas plantas avasculares ou traqueófitas o transporte de água e nutrientes é feito pela célula por célula, lentamente, isso determina o tamanho dessas plantas, que geralmente não ultrapassam20 centímetrosde altura.

            As briófitas não possuem raízes, caules e folhas verdadeiras. Elas se fixam ao substrato onde vivem por meio de pequenos filamentos denominados rizóides. A reprodução dessas plantas ocorre em duas formas, isto é, alternam dois tipos de reprodução: sexuada e assexuada. Na fase assexuada, os indivíduos denominados gametófitos produzem gametas femininos e masculinos. O gametófito é a fase mais longa do ciclo da vida das briófitas O gametófito masculino são móveis e flagelados. E os femininos são imóveis. A fecundação, isto é, o encontro dos gametas feminino e masculino depende da água que transporta os gametas masculinos até as plantas femininas. A união dos gametas origina um esporófito, que nasce sobre o gametófito feminino. O esporófito representa a fase assexuada da planta. Ele possui em sua extremidade uma cápsula oca, dentro da qual estão os esporos. Quando a cápsula se rompe, o esporófito libera os esporos. Estes ao caírem em um lugar úmido e rico em nutrientes dão origem a um novo gametófito, que por sua vez, produz gametas, e assim o ciclo se reinicia.

 

            Pteridófitas

            As Pteridófitas são plantas vasculares, isto é, apresentam vasos condutores de seiva. Portanto estas plantas apresentam raiz, caule e folhas verdadeiras. A maioria das plantas desse grupo é terrestre e se desenvolve em lugares sombreados e úmidos. Avencas, samambaias e xaxins são as mais pteridófitas conhecidas, bastantes usadas na ornamentação de jardins e casas.

Observe alguns exemplos:

 

 

            Observando uma samambaia, por exemplo, notamos que ela possui caule subterrâneo, denominado rizoma. Esse caule se dispõe horizontalmente embaixo do solo, de onde saem inúmeras raízes adventícias, dele também saem grandes folhas alongadas, divididas ao meio por uma haste grossa, nessa haste se prendem pequeninas folhas, chamadas de folíolos. Os aspectos recurvados das folhas são mais acentuados nas folhas jovens, que nessa fase recebem o nome de báculo.

 

            As pteridófitas também se reproduzem por meio de uma fase sexuada e outra assexuada. Entretanto ao contrário das briófitas, nas pteridófitas a fase assexuada, o esporófito, é mais visível. Na face inferior dos folíolos do esporófito encontramos estruturas escuras e globosas – são os soros cheios de esporos. Ao serem lançados em solo úmidos os esporos pode dar origem ao gametófito, uma pequena estrutura verde, laminar e com rizóides, também conhecido por protalo.

 

            O que os protalos produzem? Eles produzem somente gametas femininos, enquanto outros só produzem gametas masculinos. Entretanto, existem aqueles que possuem, em um mesmo organismo, os órgãos responsáveis pela produção dos gametas femininos e masculinos. Esses são os protalos hermafroditas. Independentemente de tipo de protalo, os gametas masculinos nadam ao encontro dos gametas femininos.

 

 Que são plantas Fanerógamas?

As fanerógamas são plantas vasculares que apresentam raízes, caule, folha, formam sementes e possuem estruturas produtoras de gametas bem visíveis. A presença ou não de frutos contendo as sementes é uma característica que permite classificar as fanerógamas em dois grupos.

Gimnospermas ou angiosperma. Nessas plantas, a fecundação ocorre independentemente da água. Após polinização, o grão de pólen forma um tubo, denominado policlínico. É por meio dele que os gametas masculinos se deslocam do gameta feminino.

 

Gimnospermas

 

Nas gimnospermas as sementes não estão contidas em frutos, isto é, as sementes são nuas. Os exemplos mais conhecidos desse grupo de plantas são as coníferas, como os pinheiros, os pínus e os cedros.

Nas coníferas, as estruturas reprodutoras são chamadas de cones ou estróbilos. Existem os cones femininos; comumente chamados de pinhas, desenvolvem-se os gametófitos femininos. Nele estão os gametas denominados oosferas, os quais ficam dentro dos óvulos. E nos cones masculinos que são menores que os femininos, desenvolvem-se os gametófitos masculinos chamados de grãos de pólen, nos quais se formam gametas masculinos.

É importante lembrar que nos pínus, os dois tipos de cones ocorrem no mesmo individuo. Trata-se de uma arvore hermafrodita. Entretanto o pinheiro – do paraná apresenta sexo separados. Sendo que existem árvores masculinas que formam estróbilos masculinos e árvores femininas que formam estróbilos femininos.

Quando os gametas masculinos entram em contato com os gametas femininos ocorre à fecundação seguindo o desenvolvimento do embrião. O ovulo se transforma em semente, como exemplo citamos os pinhões do pinheiro – do- paraná. O pinhão é uma semente que contém o embrião envolvido pela reserva alimentar e pela casca. Quando a semente encontra as condições favoráveis, o embrião começa seu desenvolvimento. Desta forma, surge uma nova planta e um novo ciclo se inicia.

           

            Angiospermas

            Nas Angiospermas são vegetais que apresentam raiz, caule, folha, flor, fruto e sementes. O que caracteriza esse grupo de plantas é a presença de frutos que dão proteção às sementes e contribuem para a dispersão delas. Além disso, as angiospermas geralmente apresentam flores vistosas, que atraem agentes polinizadores, como pássaros e insetos. As angiospermas são divididas em dois grupos: monocotiledôneas e dicotiledôneas.

            Monocotiledôneas são angiospermas que possuem um cotilédone (ex. milho) na semente, enquanto as dicotiledôneas têm dois cotilédones na semente (ex. feijão).

 

 

Existem outras diferenças entre as plantas monocotiledôneas e dicotiledôneas. Veja o quadro a seguir as diferenças:

 

           

Referências:

Bonfim, Berenice Bley. Positivo: Ensino Fundamental, 6 ª série – 3º bimestre/2005-Gráfica e editora Posigraf. S.A

Costa, Maria de La LuzM.Vivendo ciências/ 6ª série – são Paulo: FTD 1999

domingo 10 junho 2012 20:54



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